Dra. Gabriella Vasconcellos

Será que eu posso ter um câncer de pele?

Será que eu posso ter um câncer de pele?

Uma pergunta que todo mundo deveria fazer. Vivemos em um país tropical, solar, onde o hábito de exposição aos raios UV é frequente e até cultural. Há alguns anos, sem tantas informações, todos enxergavam o tal “bronzeado” como sinônimo de saúde e beleza. Óleo Johnson, Raíto de sol, óleo de urucum, coca cola, óleo de avião e até manteiga, as pessoas usavam para ter aquele bronze mais rápido. Eu costumo dizer que as pessoas literalmente fritavam a pele no sol. As consequências da falta de informação que tornou o bronzeado ou marca de biquini sinônimo de moda e beleza foram: queimadura solar intermitente, muitas vezes de segundo grau (aquela que você descasca ou com bolhas), dano irreversível às células da pele, que no futuro aparecem como manchas, espessamento, lesões pré-cancerígenas e câncer de pele. 

Toda vez que você se expõe ao sol e fica vermelho, ardendo ou descasca você aumentou seu risco de câncer de pele em até 80%.  Temos hoje uma “epidemia” de câncer de pele nos bairros de praia do Rio de Janeiro, onde as pessoas que moravam perto da praia tinham o hábito desde muito cedo de frequentarem praia sem a devida proteção solar, por falta de informação e por falta de formas de proteção solar eficaz e acessível  A consequência é que no Brasil, principalmente em cidades do litoral, o câncer de pele é o mais comum entre todos os cânceres. 

Por isso, todos deveriam inserir em seu check up anual, nas suas consultas de rotina, o exame dermatológico, aquele que o dermatologista olha todo seu corpo, da cabeça aos pés, e faz a dermatoscopia (exame de imagem feito no próprio consultório) das lesões suspeitas. Conhecer o próprio corpo e identificar sinais novos ou lesões que cresceram ou apresentaram sangramento ou mesmo alguma modificação de cor, são pontos importantes para que você procure um dermatologista o quanto antes. As chances aumentam para pessoas de pele mais clara, que tem muitas pintas ou manchas e com história familiar de câncer de pele. Não deixe de inserir nas suas consultas médias de rotina a visita ao dermatologista para prevenção do câncer de pele.